• repito coisas que não lembro, de débora gil pantaleão e Bruna Dias

SOBRE A NOVELA

 

repito coisas que não lembro nos remete ao que há de mais putrefato em nós, enquanto indivíduo e sociedade, como se estivéssemos não trancados em um quarto como a protagonista, mulher preta, mas prostrados em um divã espelhado, escancarado, refletindo o podre, a crise, a angústia; um amontoado de substantivos e objetos que compõem imagens maciças e espessas que "podem acabar modificando o caminho do universo" [Luísa Gadelha].

 

repito coisas que não lembro é um livro híbrido e visceral. Enquanto o lemos, ele se dissolve em seus próprios procedimentos, fazendo com que o leitor faça parte do jogo que a autora propõe. Aqui, a experiência é do leitor ativo, que deve montar um quebra-cabeças de memórias, divagações, transgressões e linguagens que permeiam este romance?, novela?, poema?, as classificações se perdem neste livro-mosaico que simula um ouroborus, onde nós somos devorados em um reverb inventivo e original. O começo é o fim, o fim é o começo. Tanto faz. O importante é que Débora Gil Pantaleão escreveu uma obra sem rótulos e que deve ser experimentada por todos aqueles que amam o ofício literário [Bruno Ribeiro].

 

SOBRE A ESCRITORA

 

débora gil pantaleão nasceu em 1989, em João Pessoa, Paraíba. É formada em Letras, mestre e doutoranda com foco em estudos literários pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente mora em Salvador, onde ministra aulas na Universidade Federal da Bahia (UFBA) como professora substituta. Publicou os livros Se eu tivesse alma (Poesia, 2015), Causa morte (Novela, 2017), Nem uma vez uma voz humana (Contos, 2017), Vão remédio para tanta mágoa (Poesia, 2017), sozinha no cais deserto (Poesia, 2018) e objeto ar (Poesia, 2018). Organizou a antologia Prosas de Oficina (Editora Escaleras, 2018), com textos de participantes de oficinas e cursos literários que ministrou entre 2016 e 2018. Além disso, fez parte de diversas antologias, dentre elas Um girassol em teus cabelos: poemas para Marielle Franco (Quintal Edições, 2018). Seu livro Causa morte está sendo traduzido para o grego pela Skarifima Editions.

 

SOBRE A FOTÓGRAFA

 

Bruna Dias nasceu em Pombal, sertão da Paraíba, em 1989, passando a viver em João Pessoa desde 2010. Formou-se em Administração pela UEPB e fez pós-graduação em Gestão de Pessoas pela Faculdade Maurício de Nassau, mas foi na fotografia que encontrou um jeito mais poético de encarar a vida e resistir no mundo. Devido a isso, cursou Fotografia Artística pelo IFPB, passando a trabalhar na área a partir de 2016. Busca evidenciar no seu trabalho que a fotografia vai muito além de imagem, e que pode mexer com vários dos nossos outros sentidos e percepções. Participou de exposições em João Pessoa, tais como Abismos (turma de fotografia artística do IFPB), Animal político (coletivo Brincantes de Imagens), na Usina Cultural da Energisa, além da exposição Centenário de Jackson do Pandeiro, no Festival Jackson do Pandeiro, no Espaço Cultural. Participou ainda como expositora no Pequeno Encontro da Fotografia, em Olinda-PE, nos anos de 2018 e 2019.



DETALHES DO LIVRO

Origem: NACIONAL
Edição: 1
Ano: 2019
Assunto: Literatura Nacional (Novela)
Idioma: PORTUGUÊS
País de Produção: BRASIL
ISBN: 978-85-94213-26-6
Encadernação: BROCHURA
Altura: 19,0 cm
Largura: 12,5 cm
Nº de Páginas: 64


repito coisas que não lembro, de débora gil pantaleão e Bruna Dias

  • Modelo: Novela
  • Disponibilidade: Em estoque
  • R$ 35,00


Etiquetas: Novela