• Quase-poemas, de Marilza de Melo Foucher

SOBRE O LIVRO

Bendito ócio poético.

Venho acompanhando desde sempre a produção literária de Marilza Foucher, uma amazonense quase acreana que se transplantou por amor para a minha não menor querida Paris. No início era uma estudante na Sorbonne e uma inquebrantável militante da liberdade. Nos encontramos muitas vezes desde a juventude até agora. Não vamos esquecer daqueles anos de intensa participação política que vivíamos no Brasil: uma ditadura sangrenta e reacionária. Nossa geração não perdoava ninguém, e nossos líderes carregavam rebeldia e radicalismo, lembrando que radicalismo não significava sectarismo, mas pegar as coisas pela raiz. Lembro de muitas manifestações que participamos juntos em Paris, e esses fatos não são recordados sem uma ponta de nostalgia da nossa juventude marcada pelo espirito libertário da Paris de 1968, mas também com carinho por não termos deixado morrer os nossos ideais.
O verso de Marilza, a seu modo, muitas vezes correm ao longo da fronteira em que a poesia e a prosa se olham de frente. Seus poemas registram momentos dos abalos sísmicos da política francesa e os tremores de malária da política nacional. Há belos e bucólicos momentos poéticos que rememoram as estações do ano, mas de todos os poemas ressalto um de seus versos, o que vem com um título ousado: “A teimosia dos utópicos”. Eu diria que é a celebração dos amigos comuns, renitentes que somos em abandonar nossa militância pela justiça. O poema que aqui destaco tem uma singeleza que só os espíritos puros são capazes de ousar versos num momento histórico de ilusões e exacerbado capitalismo.

Marcio Souza - é escritor, cineasta, ensaísta, dramaturgo.

SOBRE A AUTORA

Marilza de Melo Foucher, graduação universitária em Administração, pós-graduação em Geografia, mestrado e doutorado em Geografia e Economia-Sorbonne-Paris, vive na França há quarenta anos (dupla nacionalidade) e é casada com o francês Pascal Foucher. Ambos tiveram duas filhas (Maira e Taina) e dois netos (Gabriela e Hélio).
Depois de aposentada, Marilza passou a atuar no jornalismo político e internacional, colaborando desde 2008 com o Jornal Mediapart-Paris, onde já escreveu uma centena de artigos. No Brasil colabora com os jornais Brasil 24/7 e Correio do Brasil-CdB.
Admiradora de seu primo amigo, poeta Thiago de Mello, e de seu pai Mario Diogo de Mello que também era poeta. Seu pai gostava de declamar em voz alta, de modo teatral, os grandes poetas brasileiros e portugueses, a poesia fazia assim, parte de seu cotidiano e Marilza se sentia embalada pela sonoridade das palavras. Na adolescência, por exemplo, se correspondia com seu pai fazendo uso da literatura de cordel. Depois veio o gosto pela poesia modernista.
Certamente, foi graças ao pai que Marilza adquiriu paixão pela leitura e foi graças aos livros que ela se liberou da influência conservadora paterna. A poesia os unia, porém, a política fazia o contrário. A literatura, a poesia, a política da cidadania, forjaram sua personalidade. A utopia alimenta até hoje a vovó subversiva, que continua a sonhar com um mundo fraterno cheio de poesia... Hoje ela não sabe se escreve poemas. Por essa razão, denominou-os de quase-poemas, semente e frutos de seu ócio criativo. Um momento intimista que a inspiração aflora, enquanto ela mentalmente dança e brinca com a sonoridade das palavras.


DETALHES DO LIVRO

Origem: NACIONAL
Edição: 1
Ano: 2019
Assunto: Literatura Nacional (Poesia)
Idioma: PORTUGUÊS
País de Produção: BRASIL
ISBN: 978-85-94213-16-7
Encadernação: BROCHURA
Altura: 21,00 cm
Largura: 14,00 cm
Nº de Páginas: 88


Quase-poemas, de Marilza de Melo Foucher

  • Modelo: Poesia
  • Disponibilidade: Em estoque
  • R$ 38,00


Etiquetas: Poesia